Tudo sobre whisky: do Scotch ao whisky Japonês

Tudo sobre whisky: do Scotch ao whisky Japonês

Hoje vamos falar de uma das bebidas mais conhecidas do mundo: o whisky. Desde sua história e tipos até os coqueteis mais famosos que levam esse destilado. Confira!

 

Um pouco de história

 

De forma geral, um whisky é uma bebida destilada da fermentação do malte. O malte, por sua vez, é qualquer grão que germinou e depois secou. Existem 4 principais diferenças entre os tipos de whisky: o grão utilizado, o processo de produção, a origem de fabricação e o tempo de maturação.

 

A primeira evidência da destilação na Escócia data do século XV e o primeiro whisky era uma bebida muito usada como medicamento no tratamento de diversas doenças. Originalmente produzido por monges, a produção de whisky passou para as casas e chácaras dos escoceses comuns após o fechamento dos mosteiros ordenado pelo rei Henrique VII. O tempo passou e o processo de produção dos whiskies foram refinados, tornando a bebida praticamente um “alimento básico” na Escócia.

 

Tipos de whisky

 

  • Whisky Escocês: Para ser considerado um whisky escocês, a bebida deve ser feita na Escócia, com cevada ou grãos maltados e ter sido envelhecida em barris de carvalho por, no mínimo 3 anos. Outras características presentes no Scotch Whisky é a destilação dupla e a maturação em barricas usadas anteriormente por vinhos Jerez. Seus sabores e aromas variam de acordo com a região onde foram produzidos: Lowlands (uísques pouco encorpados e com toque floral), Highlands (variam entre defumados, salgados e marinhos), Speyside (mais adocicados e frutados) e Islay (defumados). Os whiskies escoceses são divididos em três tipos: Single Malt (feitos usando uma cevada maltada, água e levedura), whisky de grão (principal ingrediente é o milho ou trigo, ou ambos) e Blended Scotch Whisky (feito a partir da mistura de vários whiskies de malte único e whiskies de grão).

 

 

  • Whiskey Irlandês: Mais frutados e levemente apimentados, são elaborados a partir de uma mistura de cevada não defumada e não tostada e são triplamente destilados, tornando-os mais suaves. Os uísques irlandeses levam quaisquer grãos de cereais maltados em qualquer proporção e, como os escoceses, devem ser envelhecidos em barris de madeira por no mínimo 3 anos.

 

 

  • Whisky Japonês: Em menos de um século de história (tem sido fabricado desde 1920), o whisky japonês conseguiu superar fabricantes tradicionais e, em 2014, foi considerado o melhor whisky do mundo. Produzido de forma semelhante ao whisky escocês, os uísques da destilaria Yamazaki passam por um processo de fermentação mais prolongado e sua maturação passam também por barris de carvalho japonês.

 

 

 

  • Whiskies Americanos: Os whiskies americanos são divididos em três categorias principais, o Bourbon, o Tennessee e o Rye (que também é produzido no Canadá). Na primeira categoria, são 3 variedades diferentes: o Bourbon (feito de grãos maltados, sendo que no mínimo 51% deles devem ser milho), o Straight Bourbon (envelhecido por no mínimo dois anos e sem aditivos, como sabores ou corantes) e o Blended Bourbon (que pode incluir outras bebidas alcóolicas e sabores). O Tennessee possui um método de produção idêntico ao Bourbon; sua diferença está no processo de filtragem em uma espécie de melaço, adicionando um sabor ainda mais adocicado. Atualmente, o Tennessee é praticamente dominado pelo produtor Jack Daniel`s. O Rye Whiskey, com seu sabor apimentado e frutado, que o torna perfeito para coqueteis, tem a mesma regra de produção do Bourbon, mas sua receita leva no mínimo 51% de centeio. Já os Rye canadenses podem conter muito menos do que os 51% de centeio e não há restrições no mix de grãos utilizados em sua produção, desde que o sabor final mantenha as características frutadas e apimentadas.

 

 

Drinks que levam whisky

 

Agora que você já entende um pouco mais sobre as diferentes variedades de whisky e suas características, vamos falar sobre o uso desse destilado na mixologia. Apesar de drinks a base de whisky terem se transformado em clássicos, como o Old Fashioned, Manhattan e Whisky Sour, a bebida está longe de ser a mais usada pelos bartenders ao criar novas receitas. Isso se dá pela forte presença de álcool, o aspecto rústico e, principalmente, a predominância do sabor, que pode facilmente dominar o drink e apagar os demais ingredientes.

 

Além disso, os apreciadores mais tradicionais do destilado consideram uma “heresia” usar uma bebida tão especial em um coquetel. Para mostrar a eles como essa heresia pode ser deliciosa, separamos duas receitas de coqueteis que levam whisky.

 

Old Fashioned

Ingredientes:

1 colher de açúcar

3 pitadas de Angostura bitter

7,5 ml de água gelada

90 ml de whisky

1 casca de limão siciliano

 

Modo de preparo:

Macere o açúcar com o bitter e a água em uma coqueteleira. Adicione o whisky e o gelo e misture bem com uma colher. Passe tudo para um copo baixo e esprema a casca de limão siciliano. Decore com a casca de limão.

 

Whisky Sour

Ingredientes:

45 ml de whisky

35 ml suco de limão siciliano

30 ml de xarope de açúcar

 

Modo de preparo:

Em uma coqueteleira com gelo, coloque todos os ingredientes e agite bem. Coe em um copo baixo com gelo. Decore com uma rodela de limão siciliano.

 

 

E você? Tem uma receita de coquetel com whisky? Deixe seu comentário! 😉

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Sobre o Autor

Maria Aguiar

Olá! Sou a Maria Cláudia, mas pode me chamar de Maria. Tenho 29 anos, sou publicitária, escritora e, no tempo livre, apreciadora de drinks. Adoro estudar esse universo e considero a Mixologia uma Arte - e que precisa ser compartilhada entre vocês, leitores.

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